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Entenda como funciona o sistema híbrido leve que está invadindo o Brasil

As tecnologias de eletrificação dos carros já não são novidades para muita gente. Muitos carros vendidos no Brasil ofertam alguma forma de eletrificação há algum tempo, como os híbridos regenerativos, plug-in e os 100% elétricos. Mas o que está surgindo em diversos modelos ao mesmo tempo e que parece ser a nova tendência em nosso mercado são os chamados híbridos leves, ou Mild Hybrid Electric Vehicle (MHEV 48V).

O Grupo CAOA no mês passado anunciou a eletrificação de toda sua gama, sendo que a maioria dela adota o MHEV 48V como alternativa ao motor a combustão puro. Outro lançamento que movimentou o mercado neste mês foi a chegada da quinta geração do Kia Sportage. O SUV também opta pelo sistema híbrido leve. Até o final do ano ouviremos falar muito dessa tecnologia com lançamentos em praticamente todas as montadoras.

Mas como funciona o MHEV? Ele realmente economiza combustível como os outros sistemas híbridos já conhecidos no mercado? Fomos até Araxá, no interior de Minas Gerais, para testar o novo Sportage e saber como funciona essa tecnologia de eletrificação.

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O funcionamento do MHEV não se diferencia muito do híbrido full que conhecemos nos carros da Toyota. Trata-se de uma bateria que joga energia para o motor elétrico, que auxilia o motor a combustão em momentos de necessidade de força. Nos dois sistemas não é preciso recarregar a bateria na tomada, como nos plug-in, elas regeneram a energia cinética do carro em momentos de frenagem e também com auxílio do motor a combustão.

O jornalista Bruno Vasconcelos foi até Araxá (MG) conhecer a tecnologia MHEV do novo Kia Sportage

No caso do MHEV a autonomia em modo 100% elétrico praticamente no existe. O gerador elétrico acoplado ao motor a combustão, como um alternador, é acionado para dar a partida no carro e volta a ser usado quando o conjunto mecânico precisa de mais força, como nas subidas, ultrapassagens e acelerações mais vigorosas. É como um “empurrão” de leve que o sistema oferece ao motor convencional. Ele recebe energia de uma bateria de 48V instalada no porta-malas, onde ficaria o pneu reserva (o Sportage oferece um kit de reparo de pneus)

No caso do Kia Sportage, o sistema de comando do motor a combustão é composto por DOHC de 16 válvulas e por E-CVVT, acrescido do Comando de Válvulas de Duração Variável (CVVD), que propicia o modo de condução Velejar, desligando o propulsor por completo em situação de rodagem plana e, por consequência, a economicidade de combustível; assim como todo o sistema híbrido do Sportage entra em ação quando o veículo enfrenta uma descida, poupando o motor a combustão, ou em subidas, quando o powertrain necessita de mais força, sempre priorizando a eficiência de consumo e menores índices de emissões.

O conjunto do motor está acoplado ao câmbio automático de 7 velocidades e dupla embreagem DCT. Com essa configuração, o Sportage – segundo dados do Inmetro – registrou desempenho de 11,5 km/l na cidade e de 12,1 km/l na estrada, sempre abastecido com gasolina.

Além de uma melhor eficiência no consumo e melhor desempenho, o MHEV tem os mesmos benefícios fiscais dos modelos híbridos full e até mesmo que elétricos (em alguns estados da Federação).

Outro fator que está fazendo essa tecnologia se expandir rapidamente é financeiro. Segundo a Kia, o MHEV representa um custo extra de 700 euros (R$ 3.682 na cotação atual), se comparado com o mesmo carro a combustão. Isso claro é o valor na fábrica, antes das tributações e outros insumos.

Já para produzir um híbrido full é necessário um acréscimo de aproximadamente 3 mil euros (R$ 15.780) e mais de 7 mil euros (R$ 36.821) se a tecnologia escolhida for a do híbrido plug-in. Claro que esses valores superiores desses sistemas podem ser compensados com uma economia bem superior de combustível ao longo dos anos, principalmente para quem roda muito com o carro.

Tecnologia plug-in, como a do Compas 4xe, é a mais cara entre os híbridos

Diante desses valores e vantagens, dá para entender porque muitas montadoras estão adotando e vão adorar o MHEV. Essa tecnologia não depende de uma infraestrutura de carregadores elétricos e têm uma manutenção bem mais simples se comparado com outras tecnologias híbridas.

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Conheça as tecnologias dos carros híbridos mais vendidos do país

O preço em alta dos combustíveis está fazendo os brasileiros buscarem formas de economizar a gasolina no tanque. Muitos fatores podem auxiliar nessa tarefa: conduzir o carro de forma mais gentil, a escolha do combustível certo, e, claro, a motorização do veículo. As novas tecnologias estão dando uma força aos consumidores e temos hoje no Brasil carros híbridos que garantem uma autonomia alta e menos idas aos postos.

A primeira tecnologia híbrida a fazer sucesso por aqui foi a utilizada nos carros da Toyota e Lexus. Tratam-se de híbridos que não precisam ser recarregados na tomada, pois regeneram energia. Modelos como Corolla sedã e Corolla Cross usam essa tecnologia e são os modelos eletrificados mais vendidos no país.

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Alternando entre a energia elétrica pura e a gasolina quando é mais eficiente, os híbridos auto-recarregáveis oferecem todos os benefícios da energia elétrica sem necessidade de ser ligados à corrente.

Híbridos auto-renegerativos da Toyota são os mais comuns no mercado nacional

Este conjunto híbrido da linha Corolla é formado pelo motor a combustão de 1,8 litro aspirado com tecnologia flex, o que permite abastecer tanto com gasolina quanto com o etanol. Ele atua em conjunto de 2 motores elétricos. Eles são capazes de movimentar o carro sozinhos, ou seja, permite que você rode em um modo totalmente elétrico. Em situações nas quais se fazem necessárias o uso de mais força ou potência, o motor 1.8 entra em ação, seja para subir uma ladeira ou para ganhar velocidade mais rápido, por exemplo.

Quanto testamos o Corolla híbrido, tanto na carroceria sedã como na SUV, os números de consumo foram muito favoráveis, fazendo uma média superior a 18 km/l na cidade, sempre com gasolina.

Na tomada

Outra tecnologia híbrida que garante uma grande autonomia é a Plug-in. Ela está presente em modelos de luxo, como o Porsche Panamera, e chegou recentemente ao SUV médio mais vendido do país, no Jeep Compass 4xe.

Tecnologia híbrida plug-in do Porsche Panamera alia eficiência com esportividade

Nessa tecnologia, é preciso recarregar as baterias na tomada. Mas a vantagem dela é que permite uma andada bem maior no modo 100% elétrico. No caso do Compass são até 44 km rodando sem queimar uma gota de gasolina.

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Quando o motor 1.3 turbo a combustão atua junto com os dois motores elétricos, o consumo de gasolina desaba e permite uma autonomia de até 927 km com o pequeno tanque de 36 litros de capacidade.

Híbrido leve

Uma alternativa mais barata às que mostramos anteriormente é chamada de “híbrido leve”. Essa tecnologia estará presente em muitos lançamentos nos próximos anos no Brasil. É bem mais simples, mas ainda consegue entregar uma boa economia de combustível.

O sistema envia energia cinética gerada nas frenagens para uma bateria de 48 Volts, que trabalha em conjunto com um superalternador para aliviar parte da carga de trabalho do motor.

Modelos da Kia, como o Stonic, usam a tecnologia híbrida-leve

Ele é direcionado para redução de consumo e emissões, mas também atua no desempenho. O motor a combustão é desligado em baixas velocidades – até 20 km/h – e, no momento de acelerar para uma retomada, fornece cerca de 20 cv provenientes da energia armazenada na bateria.

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Notícia

Veja o que muda na nova CNH a partir de hoje

A partir desta quarta-feira (1º), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa a ser emitida em novo formato. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o documento ficará “mais moderno” e, cumprindo determinações legais, possibilitará o uso do nome social e da filiação afetiva do condutor que assim desejar.

Foi também incorporado um código internacional utilizado nos passaportes, que permite ao condutor embarcar em terminais de autoatendimento nos aeroportos brasileiros. Como terá informações impressas em inglês e francês, além do português, o documento facilitará o uso em outros países.

As mudanças estavam previstas desde dezembro de 2021, quando o Conselho Nacional de Trânsito publicou a Resolução nº 886, que regulamenta especificações, produção e expedição da CNH.

A substituição da CNH não é obrigatória. Ela será implementada de forma gradual para novas habilitações, na medida em que os condutores venham a renovar ou emitir a segunda via do documento.

Conforme previsto na resolução – que detalha os itens de segurança que passarão a ser adotados e apresenta como será o visual do documento -, a nova versão da carteira trará uma tabela para identificar os tipos de veículos que o condutor está apto a conduzir, bem como informações sobre o exercício de atividade remunerada do motorista e possíveis restrições médicas.

A nova CNH adotará nova cor. Além do verde, terá também o amarelo e novos elementos gráficos para dificultar a falsificação e fraudes. O documento terá um QR Code e poderá ser expedido nos formatos físico, digital ou ambos.

* Informações da Agência Brasil
* Foto de Lidiana Cuiabano/Detran-MT

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Corrida

Audi e Porsche estão confirmadas na Fórmula 1

O que eram rumores agora é oficial: Porsche e Audi vão ter equipes na Fórmula 1. A confirmação foi dada pelo CEO da Volkswagen, Herbert Diess, que afirmou que as duas marcas já estão desenvolvendo motores para fazer parte da maior categoria do automobilismo a partir de 2026. A informação é da Revista Auto Esporte.

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Segundo a publicação, a espera de quatro anos acontece em função do regulamento, que só receberá novas regras em 2026. É exatamente neste ano que a F1 pretende deixar os motores ainda mais eletrificados. Aliás, o limite de potência do sistema híbrido deve ser quase três vezes maior: de 120 kW para 350 kW.

Além disso, o processo de construção de um motor não é tão simples, como explicou o próprio Diess. “Você não pode entrar na Fórmula 1 a menos que uma janela de tecnologia se abra, você precisa de uma mudança de regra para entrar lá. Você precisa de um novo desenvolvimento de motor e para fazer isso, você precisa de três ou quatro anos”, disse o executivo.

Ainda segundo a Auto Esporte, em 2019, a Porsche anunciou que havia construído um motor para atender ao regulamento de 2021 da Fórmula 1. No entanto, após todo o investimento e até mesmo da participação na Comissão de Fabricantes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a montadora abortou os planos sem dar explicações.

Hoje, a Porsche faz parte da Fórmula E, categoria organizada pela FIA com carros exclusivamente elétricos. A Audi também tinha uma vaga no grid da FE até o final da temporada 2020/21, mas deixou os monopostos para retornar às corridas com um projeto para a classe LMDh.

No entanto, segundo Diess, não faz sentido estar no automobilismo sem estar na Fórmula 1: “Se você está no automobilismo, você deve estar na F1, porque é onde está o impacto maior”.

O CEO da fabricante alemã também explicou que a decisão de entrar na Fórmula 1 tem relação com a série “Drive To Survive”, da Netflix. “A Fórmula 1 está se desenvolvendo de forma extremamente positiva em todo o mundo. O marketing que está acontecendo lá, além da Netflix, levou o número de seguidores da F1 a crescer significativamente também nos EUA. Se você olhar para os principais eventos esportivos ou eventos do mundo no automobilismo, é apenas a Fórmula 1 que conta e que está se tornando realmente cada vez mais diferenciada”, argumenta.

As duas marcas ainda não deram detalhes sobre como exatamente serão suas entradas na Fórmula 1. E, por isso, os rumores não chegaram ao fim completamente. Pelo o que parece, a Porsche deve fazer uma parceria com a equipe Red Bull Racing. Já a Audi deve fazer uma proposta para comprar a McLaren por 500 milhões de euros (cerca de R$ 2.6 bilhões na cotação atual).

Foto: Revista Auto Esporte

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Tecnologia

CES 2022: veja as novas tecnologias que em breve podem estar no seu carro

A maior feira de tecnologia do planeta, a Consumer Electronics Show (CES), mostrou nos últimos dias, em Las Vegas (EUA), as novas tecnologias que em breve veremos em nossas casas, escritórios e, claro, em nossos carros. As grandes montadoras aproveitam o evento anual para lançar e ver a reação do público sobre o futuro de seus automóveis. Vamos ver aqui o que foi apresentado e que mais se destacou na feira encerrada na última sexta-feira.

Carro que muda de cor

A BMW foi uma das marcas que mais aproveitou o público ávido por tecnologia. A montadora bávara surpreendeu ao apresentar um supercarro elétrico que muda de cor ao toque de um botão.

Chamada de E Ink, a tecnologia inovadora permite uma infinidade de personalizações da carroceria. De acordo com a vontade do motorista, por exemplo, é possível ter um carro mais discreto ou esportivo. A pintura da carroceria é composta por milhões de microcápsulas, que tem diâmetro equivalente à espessura de um fio de cabelo humano.

Cada uma dessas microcápsulas contém pigmentos brancos com carga negativa e pigmentos pretos com carga positiva. Dependendo da configuração escolhida, basta um estímulo por meio de um campo elétrico para que os pigmentos brancos ou pretos se acumulem na superfície da microcápsula para dar à carroceria do carro a tonalidade desejada.

Além de servir como possibilidade de personalização, a tecnologia E Ink permite que o carro seja mais eficiente levando-se em consideração as diferentes habilidades das cores claras e escuras quando se trata de refletir a luz do sol e a absorção associada de energia térmica.

Em dias de sol forte, por exemplo, uma carroceria branca reflete melhor a luz do sol, diminuindo o aquecimento do veículo e do habitáculo devido à forte luz solar e às altas temperaturas exteriores. Em climas mais frios, uma superfície externa escura ajudará o veículo a absorver notadamente mais calor do sol.

Cinema sobre rodas

Além do “carro camaleão”, a BMW aproveitou a CES para mostrar uma tecnologia que promete transformar a experiência a bordo com um novo sistema de entretenimento. O My Mode Theatre transforma a parte traseira do interior do veículo em uma sala privativa de cinema com som surround e conectividade 5G graças à BMW Theatre Screen. Nesse ambiente, cada viagem se torna uma experiência de cinema de tirar o fôlego para os passageiros traseiros com um programa personalizado de entretenimento em uma tela de 31 polegadas e resolução de até 8K.

O My Mode Theatre ajusta as diferentes funções do veículo como abaixar a tela de cinema, desligar as luzes internas e abaixar as cortinas para proporcionar aos passageiros um ambiente perfeito para a experiência imersiva única que os aguarda.

A conectividade também é um destaque. O BMW Group fez parceria com a Amazon para oferecer uma ampla gama de entretenimento através do Fire TV, dando aos clientes acesso a grande parte do mesmo conteúdo já existente, apreciado em casa, incluindo filmes e episódios de TV, música e podcasts, tudo enquanto estiver na estrada. O sistema pode ser controlado diretamente por toque na tela ou usando touchpads integrados nas portas traseiras.

Picape 100% elétrica

Depois do sucesso de vendas da F150 Lightning, a picape 100% elétrica da Ford, a Chevrolet se viu forçada a entrar na era da eletrificação dos utilitários e apresentou na CES 2022 a Siverado EV.

Além de um estilo chamativo e futurista, a picape terá nas versões mais caras uma autonomia generosa de 643 km com uma carga nas baterias. Também terá na versão RST um trem de força elétrico com 673 cv de potência e brutais 107 kgfm de torque distribuídos para as quatro rodas.

Na RST, a montadora disponibilizou itens como suspensão a ar automática adaptativa; sistema Multi-Flex Midgate que expande a área de carga ao permitir conectar a caçamba com a cabine; Tampa traseira Multi-Flex; Multimídia com tela de 17 polegadas, painel digital configurável com tela de 11 polegadas e uma tela auxiliar para o motorista tipo head-up display com mais de 14 polegadas.

Equinox ligado na tomada

A Chevrolet aproveitou os holofotes da CES para revelar os primeiros detalhes sobre o Equinox EV. A versão 100% elétrica do conhecido SUV tem estreia programada para 2023, já como linha 2024.

Segundo a marca, o modelo aproveitará a moderna plataforma Ultium (a mesma que sustenta os novos Hummer e a própria Silverado EV). A concepção EV nativa fornece ganhos significativos em dinâmica, performance e eficiência, de modo que atende todos os parâmetros desejados para um carro do tipo.

A Chevrolet adianta ainda que o modelo será um SUV funcional, acessível e que terá preço inicial estimado de US$ 30 mil nos EUA (cerca de R$ 170 mil numa conversão direta ao câmbio atual). A expectativa é oferecer o modelo tanto em versões de frota como para o público sempre, incluindo nos acabamentos LT e RS. Detalhes sobre autonomia não foram revelados, mas estima-se alcance superior a 400 km.

Autonomia gigante

A Mercedes-Benz apresentou virtualmente em paralelo com a CES sua resposta para a frequente pergunta sobre autonomia e eficiência para os modelos elétricos: o carro-conceito VISION EQXX. Conceitualmente uma autonomia excepcional tornará os carros elétricos adequados para todas as situações e a máxima eficiência criará um círculo virtuoso de tamanho da bateria e redução de peso, permitindo ir mais longe com menos. O VISION EQXX é o resultado de uma missão que a Mercedes-Benz se propôs de romper barreiras tecnológicas e de elevar a eficiência energética a novos patamares.

“O Mercedes-Benz VISION EQXX é como imaginamos o futuro dos carros elétricos. Há apenas um ano e meio, iniciamos este projeto que resultou no Mercedes-Benz mais eficiente já construído – com um consumo de energia excepcional de menos de 10 kWh por 100 quilômetros. Possui um alcance de mais de 1.000 quilômetros em uma única carga, usando uma bateria que caberia até em um modelo compacto. O VISION EQXX é um produto avançado em muitas dimensões. Ele destaca o rumo de toda a nossa empresa: vamos construir os automóveis elétricos mais desejados do mundo” diz Ola Källenius, Presidente do Conselho de Administração da Daimler AG e Mercedes-Benz AG.

Em vez de simplesmente aumentar o tamanho da bateria, a equipe multifuncional internacional se concentrou em maximizar a eficiência de longa distância. Eles superaram todas as barreiras em eficiência do sistema de transmissão, densidade de energia, aerodinâmica e design. O VISION EQXX é uma forma empolgante, inspiradora, mas completamente realista de avançar para a tecnologia de veículos elétricos.

Parceria entre gigantes

As gigantes Amazon e Stellantis, que engloba grandes marcas automotivas, como Fiat, Peugeot e Jeep, aproveitaram a CES 2022 para anunciar uma parceria. A quarta maior fabricante de carros do mundo uniu-se à Amazon em uma colaboração que trará até uma nova geração de sistema multimídia.

Stellantis e Amazon irão colaborar para implantar a tecnologia e expertise de software da Amazon em toda a organização Stellantis, incluindo desenvolvimento de veículos, construção de experiências conectadas em veículos e treinamento da próxima geração de engenheiros de software automotivos.

Juntas, as duas companhias criarão um pacote de produtos baseados em softwares que se integram perfeitamente com a vida digital dos clientes e agregam valor ao longo do tempo por meio de atualizações regulares over-the-air (OTA) dos softwares.

Amazon e Stellantis colaborarão para desenvolver software para o STLA SmartCockpit, que funcionará em milhões de veículos da Stellantis globalmente a partir de 2024. A plataforma definida por software se integrará perfeitamente com a vida digital dos clientes para criar experiências personalizadas e intuitivas no veículo por meio de aplicativos aprimorados para entretenimento, assistência de voz habilitada para Alexa, navegação, manutenção de veículos, mercados de comércio eletrônico e serviços de pagamento.

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Supermáquinas

AMG, RS, M e SVR: conheça a divisão esportiva das marcas premium

Se as marcas premium, como Mercedes, Audi, BMW, Jaguar e Land Rover já reúnem uma legião de aficionados, quando falamos da divisão esportiva ou de alta performance de cada uma delas, com seus carros de maior desempenho e toques de exclusividade, os fãs se multiplicam na mesma proporção que aumentam os cavalos de potência sob o capô.

Para identificar as divisões esportivas, basta procurar elementos exclusivos que cada marca entrega em seus modelos. Na Mercedes-Benz, por exemplo, a assinatura AMG está presente nos exemplares mais apimentados da montadora alemã.

A sigla vem do sobrenome de dois ex-funcionários da Mercedes: Hans Werner Aufrecht, Erhard Melcher e da cidade natal de Melcher, Großaspach. Eles fundaram a preparadora de veículos e motores esportivos em 1967 para transformar carros da Mercedes-Benz em modelos de competição.

A parceria oficial entre a montadora e a preparadora começou nos anos 1990 tendo como primeiro projeto fruto da parceria o C 36 AMG, lançado em 1993. Só em 2005 a preparadora foi vinculada definitivamente ao grupo Daimler AG, dona da Mercedes.

A35 AMG impecável no show-room da JBS Motors

Hoje são cerca de 20 diferentes modelos da Mercedes com a assinatura AMG, como o A35 AMG 2021 disponível para pronta-entrega no show-room da JBS Motors. O sedã tem apenas 3.400 km rodados e entrega 306 cv de potência no motor 2.0 turbo e câmbio automático 7G-DCT.

Carro de corrida

Na Audi podemos identificar os carros da divisão esportiva através da assinatura RS, sigla que quer dizer “RennSport” em alemão ou “Racing Sport”, em inglês. Ela foi apresentada oficialmente como divisão esportiva da Audi em 1994, quando a montadora lançou a lendária RS2 Avant, com a ajuda da compatriota Porsche. Nasceu com o DNA dos carros de corrida e de rali (no caso da Audi) das duas montadoras.

Hoje, praticamente todos os modelos da Audi têm uma versão RS, sempre com um motor de maior desempenho, um visual mais agressivo e itens de exclusividade. É o caso do RSQ3 2021/2022 do show-room da JBS Motors que tem apenas 2.060 km rodados.

Audi RSQ3 no show-room da loja 3 da JBS Motors do Pina

O SUV de pegada esportiva e visual arrebatador tira 400 cv de potência de seu motor 2.5 TFSI que permite o modelo a acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 segundos e velocidade máxima de 280 km/h.

BMW: cores da esportividade

Uma letra M e três barras coloridas ao lado: esses detalhes podem fazer uma grande diferença quando estão na grade frontal de um BMW. O M de Motorsport representa a divisão esportiva da marca bávara, sempre com motores muito mais potentes e muitos itens de exclusividades.

Na BMW é possível “transformar” os modelos de linha comum em versões M. Nesse caso, a montadora oferece um kit com equipamentos que dão um toque “M” no visual, como rodas, volante, soleira e até mesmo a logo da divisão esportiva.

Por falar na logomarca, você sabe porque as cores azul, violeta e vermelha estão ao lado do M nos modelos esportivos da BMW? Segundo publicação do Autopapo, os seguintes funcionários da BMW estiveram envolvidos na seleção das cores para o design da divisão de automobilismo da BMW em 1972: Jochen Neerpasch, então diretor de corridas e co-gerente da BMW Motorsport; Wolfgang Seehaus, designer de interiores na época; e Manfred Rennen, então designer exterior. O designer Seehaus fazia parte da equipe e foi ele quem criou as cores BMW M: azul, violeta e vermelho, onde azul remete à BMW, vermelho representa o automobilismo e violeta simboliza a combinação única dos dois.

BMW M5 no show-room da JBS Motors: exclusividade e velocidade

No show-room da JBS Motors você encontra um dos mais cobiçados e velozes modelos da divisão esportiva da marca bávara. O BMW M5 2018/2019 com 19.511 km rodados entrega impressionantes 600 cv de potência com seu motor 4.4 V8 twin turbo e transmissão automática de 8 velocidades.

SVR ou SVO: britânico veloz

Nas marcas irmãs e britânicas Jaguar e Land Rover, a divisão de alta performance se chama Special Vehicle Operatios (SVO), mas que nos carros vira SVR, onde o R representa Racing, agregando esportividade ao departamento.

Um dos modelos mais emblemáticos da divisão esportiva da Jaguar é o F-Pace SVR. O SUV de porte avantajado tem desempenho de carro de corrida com seu motor 5.0 V8 Supercharged AWD de fortes 550 cv de potência e brutais 69,3 kgfm de torque. Com isso, o gigante consegue acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,6 segundos.

Esportividade pura e bruta: F-Pace SVR da JBS Motors

No show-room da JBS Motors tem um exclusivo e disputado exemplar do F-Pace SVR 2020 para pronta-entrega com apenas 9.990 km rodados e transmissão automática de oito velocidades. O Modelo tem garantia de fábrica até novembro de 2022.

Cavalaria pesada: conheça os modelos esportivos no show-room da JBS Motors
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Eventos pelo mundo

Veja os carros que se destacam no Salão de Los Angeles

O Salão de Los Angeles (L.A Auto Show) foi aberto ao público nesta sexta-feira (19) e até o domingo (28) vai exibir o que é tendência no mercado automotivo mundial. O jornalista Jorge Moraes participa da cobertura do evento na Califórnia e manda de lá o que viu como destaque, como, por exemplo, modelos que em breve estarão nas ruas brasileiras. Confira a seleção de máquinas e não esqueça também de dar uma passada em nosso show-room digital.

Desfile da Porsche

A Porsche trouxe cinco belas novidades aos EUA. Com motores a propulsão, híbridos e elétricos, a marca alemã exibe o novo 718 Cayman GT4 RS – principal destaque -, além dos 718 Cayman GT4 RS Clubsport, Taycan GTS, Taycan GTS Sport Turismo e Panamera Platinum Edition. O 718 Cayman GT4 RS tem 500 cv de potência e vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,4 segundos e velocidade máxima de 315 km/h.

Novas picapes da Ford

A Ford em Los Angeles aposta na sua mais nova picape, a Maverick. A novidade tem como destaque principal o seu motor 2.0 EcoBoost com tração integral AWD e transmissão automática de oito velocidades. O modelo chega no mercado brasileiro no primeiro trimestre do próximo e ano e será lançado na versão Lariat FX4, com uma pegada mais off-road e equipamentos exclusivos para os fãs de aventuras, mas que ainda assim precisam enfrentar o trânsito dos centros urbanos. A montadora também coloca em cena a F-150 100% elétrica. A picape Lightning (foto acima) acredito que seja o elétrico mais relevante da exposição.

Toyota BZ4X

A Toyota trouxe para os EUA o novo BZ4X, protótipo de seu modelo eletrificado com a tecnologia BEV que está pronto. Com uma nova pegada focada na neutralidade de carbono, a japonesa está investindo nos modelos com motorização verde. Apresentado pela primeira vez no começo de 2021 ainda como protótipo na China, o BZ4X começa a chegar nos Estados Unidos ainda este mês, na Europa em dezembro e até maio de 2022 nos demais países como Japão e China.

Nissan Ariya

Com vendas já iniciadas nos Estados Unidos e com expectativa de chegar ao mercado brasileiro, o Nissan Ariya aparece com destaque no evento da Califórnia. O SUV elétrico possui quatro versões de acabamento com um único motor localizado na dianteira. Com 217 cavalos de potência e 30,5 kgfm de torque, a bateria possui 87 kWh e todo o conjunto alcança uma autonomia de até 482 km.

Land Rover Range Rover 2023

Depois do lançamento oficial, a nova geração do Range Rover faz sua primeira aparição durante o Salão do Automóvel de Los Angeles. O SUV recebeu uma atualização em referência aos seus 50 anos e por isso a montadora não economizou nos itens luxuosos, além de modernidade e novas motorizações. A princípio, o modelo chegará na versão especial First Edition, baseada na edição Autobiography com pintura SV Bespoke e acabamento Sunset Gold Satin, e uma autonomia de 100 km sem gasolina.

Kia Sportage

Depois da versão a combustão, a Kia trouxe a L.A o novo Sportage híbrido. O modelo, com novo design, foi confirmado para o mercado nacional na metade do próximo ano e possui uma autonomia de causar inveja, na faixa dos 805 quilômetros na mistura das forças. A opção a combustão no híbrido é um 1.6 turbo de quatro cilindros, associado a um propulsor elétrico de 44 kW abastecido por um conjunto de baterias de 1.5 kWh. Juntando os dois motores, a potência sobe fica em 226 cavalos. Segundo a montadora, o consumo do veículo é de 16,5 km/litro.

Chevrolet Corvette Z06

No estande da Chevrolet, um modelo que rouba a cena é o esportivo Corvette Z06 2023. O esportivo ganhou design mais forte com um motor 5.5 V8 aspirado de 680 cv e 623 Nm de torque. Ele estará disponível no mercado norte-americano apenas no próximo ano.

Grand Cherokee 4xe

Disponível nos Estados Unidos e em breve no Brasil, o novo Grand Cherokee 4xe eletrificado é outra novidade em Los Angeles. A motorização híbrida plug-in conta com 375 cavalos de potência e 637 Nm de torque. Com uma autonomia estimada em 40 km no modo elétrico, o consumo é de até 24,2 km/l com uma autonomia combinada de 708 km.

Subaru Solterra

Primeiro SUV totalmente elétrico da Subaru, o Solterra é um dos modelos que está programado para chegar ao mercado global apenas no próximo ano, a novidade mira, principalmente, no ID.4 da Volkswagen. O projeto foi desenvolvido em conjunto com o Toyota bZ4X.

EdisonFuture EF1-T

A empresa EdisonFuture levou o futuro elétrico para Los Angeles. Um dos destaques é a picape conceito EF1-T que possui uma recarga através de painéis solares. A fabricante diz que o veículo foi pensado para trabalho, viagens, família ou uso pessoal em diversas condições de estrada e ambiente, desde o uso urbano até no off-road. Para obter mais captação solar, um painel integrado como um grande spoiler pode ser puxado por cima da caçamba.

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Corrida

Novos carros da Fórmula 1 em 2022 vão acirrar as disputas na pista

Quem assiste e curte a Fórmula 1 torce para que a corrida seja cheia de ultrapassagens. A disputa por posições é o que alimenta a competição e leva emoção às pistas. Em 2022, a categoria promete aumentar significativamente o número de duelos e ultrapassagens com mudanças importantes na aerodinâmica dos carros. Foi o que afirmou a direção da FIA ao apresentar o carro-conceito que balizará o desenho dos modelos produzidos pelas equipes.

O carro-conceito que vemos nas fotos tem um visual futurista mas já adianta os detalhes importantes da aerodinâmica dos novos carros. Asas dianteiras e traseiras serão simplificadas, bargeboards, estrutura na lateral dos carros, serão eliminados E as entradas laterais de ar serão redesenhadas. O bico se torna ainda mais baixo, que remete ao desenho dos carros da F1 dos anos 1990.

Pilotos da F1 foram apresentados ao novo carro em Silverstone, no GP da Inglaterra. F1/Divulgação

Todas essas mudanças na aerodinâmica têm a missão de facilitar as ultrapassagens. Isso será possível diminuindo as turbulências geradas pelos carros, prejudicando e muito o rendimento de quem vem atrás. “Em 2022 vamos começar um novo caminho com estas grandes mudanças no regulamento. Este regulamento foi desenhado para que os pilotos sejam capazes de andar mais próximos uns dos outros na pista”, afirmou o presidente da FIA, Jean Todt.

Segundo cálculos da F1, um carro de 2022, no ar sujo (ou turbulento), terá 86% do downforce que teria no ar limpo. Com os carros atuais, esse número é de apenas 55%. Isso é um ganho significativo de estabilidade nas curvas que poderá fazer muita diferença numa categoria onde os milésimos de segundo podem definir uma corrida.

F1/Divulgação

As pesquisas atuais mostram que os carros da F1 perdem 35% de sua força descendente quando estão a 20 metros de um carro à frente e 47% quando estão a apenas 10 metros. Agora esses números serão reduzidos para 4% e 18%, respectivamente, devido ao desenvolvimento focado para aumentar o ‘efeito solo’, que proporciona um nível mais alto de força descendente nos monopostos.

“Parece que foi há muito tempo que a FIA revelou oficialmente os regulamentos para o futuro do esporte, mas depois do atraso de um ano em razão da pandemia faltam somente 170 dias para o início de 2022, quando veremos a próxima geração de carros da F1 entrar na pista”, disse Ross Brawn, diretor-esportivo da F1.

Algumas mudanças inéditas também estão presentes no novo carro-conceito da F1 para 2022, como a presença dos novos pneus com 18 polegadas da Pirelli. Além disso, pela primeira vez na categoria, os carros terão winglets (pequenas asas) sobre as rodas, que serão mais resistentes que os atuais vórtices da asa dianteira, apesar de contarem com um papel semelhante na aerodinâmica do carro.

F1/Divulgação

Outra novidade, que não é inédita, mas aconteceu apenas em 2009 na categoria é o retorno das tampas das rodas, a popular “calota”. As novas regras da F1 para 2022 ainda limitarão o que os engenheiros podem fazer em questões de aerodinâmica, mas estas tampas basicamente proporcionam o envio de fluxo de ar pelas rodas, o que ajuda a aumentar a força descendente.

F1/divulgação

“Há uma grande empolgação diante desta nova era e, embora 2021 tenha sido de uma grande batalha, ainda temos carros para seguir uns aos outros durante as corridas. Os regulamentos para 2022 vão abordar este problema e vão criar uma oportunidade para disputas mais próximas e mais corridas ‘roda a roda’. O efeito combinado dos novos regulamentos aerodinâmicos e as regras financeiras, na forma de limite orçamentário, vai criar condições para um campeonato mais equilibrado e para que as diferenças no grid sejam reduzidas”, concluiu Brawn.

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JBS inicia venda de carros da Tesla e ações disparam nos EUA

No momento em que os Teslas Model 3 e Model Y desembarcavam no show-room da JBS Motors do Pina, a fabricante de automóveis elétricos teve uma valorização líquida de US$ 7,2 bilhões. Não poderia ter momento melhor para essa dobradinha.

O motivo para o crescimento das ações da empresa Elon Musk foi o anúncio de que a Tesla passará a compor, em dezembro, o índice S&P 500, referência do mercado de ações nos Estados Unidos. Com isso. Musk ultrapassou Bill Gates e é hoje o segundo homem mais rico do planeta, com um patrimônio líquido de US$ 127,9 bilhões. O primeiro lugar desse ranking ainda é Jeff Bezos, da Amazon (US$ 181 bilhões).

Lugar de Tesla, agora, você já sabe, é na JBS Motors.